Relatório Vozes Globais — Outubro 2025

Ouvindo a igreja global.

A pesquisa Vozes Globais nasceu do desejo de ouvir. Nesta era marcada por rápidas transformações, complexidade cultural e crescente interconectividade global, líderes missionários em todo o mundo enfrentam novos desafios e oportunidades. A igreja precisa lidar com questões de fidelidade, relevância e eficácia num cenário em constante mudança e, para isso, deve começar ouvindo aqueles que estão na linha de frente do ministério.

Lançado como parte de iniciativas mais abrangentes do Movimento de Lausanne para acelerar o cumprimento da Grande Comissão, a pesquisa Vozes Globais reuniu percepções de 1.030 líderes mis-sionários em 119 países. Os participantes representaram uma ampla variedade de regiões, gerações e contextos ministeriais: pastores, profissionais, teólogos, educadores e líderes de expressão criativa.

Em lugar de uma abordagem vertical, de cima para baixo, esta iniciativa procurou ouvir as bases: o que os líderes estão observando, sentindo e aspirando na igreja global hoje.

Este relatório traz uma síntese das vozes ouvidas. Destaca as principais tendências que moldam o futuro da missão, identifica barreiras e conquistas e chama a atenção para áreas de oportunidade para investimento estratégico e oração. Do engajamento digital à confiança cultural, da liderança geracional à unidade teológica, a pesquisa Vozes Globais oferece uma perspectiva singular do estado atual da igreja e de sua prontidão para responder ao chamado de Jesus em nossos dias.

O que vem a seguir não é apenas um conjunto de estatísticas. É um reflexo do que o corpo de Cristo pensa e sente neste momento global e um convite para discernirmos juntos como podemos cooperar mais fielmente com Deus em sua missão.

Este relatório surge num momento em que a igreja encara um mundo complexo e em rápida transformação. A globalização, a vida digital, as mudanças culturais e as turbulências políticas pressionam a igreja com urgência e intensidade. Em tempos assim, o desafio que temos diante de nós não é apenas proclamar Cristo, mas entender o mundo no qual o proclamamos. Precisamos conhecer o mundo para que Cristo seja conhecido pelo mundo.

Foi essa convicção que motivou a pesquisa Vozes Globais. Ao entrevistar mais de mil líderes de 119 países, ouvimos histórias de adversidades e perseverança, de complexidade cultural e de surpreendente esperança. Juntas, essas vozes nos lembram que a igreja hoje está sendo provada e preparada: provada pelo secularismo, pela desconfiança e pela divisão, mas pre parada para abraçar a unidade, investir no discipulado e desbravar novas fronteiras digitais para a missão.

Este relatório não é um plano detalha-do, mas uma bússola. Minha oração é que, enquanto lê, você perceba não só a análise de tendências, mas também o ritmo do coração da igreja global em nosso tempo. Que essas percepções inspirem você, assim como me inspiraram, a seguir em frente com coragem, alicerçado na verdade, sensível ao tempo em que vive-mos e pronto para dar testemunho fiel do evangelho em todos os cantos do mundo.

Precisamos conhecer o mundo para que Cristo seja conhecido pelo mundo.

Matthew Niermann, Ph.D.
Diretor de Pesquisa Global
Lausanne Movement

Equipe do relatório
California Baptist University

Lilly Glennie | Projeto Gráfico
Eliana Rotunno | Projeto Gráfico

ESPERANÇA RENOVADA

Embora os líderes avaliem que as perspectivas da igreja são menos otimistas do que há cinco anos, cresce a esperança em relação ao futuro. Em todas as regiões, especialmente entre os líderes mais jovens, muitos esperam que, nos próximos cinco anos, a igreja prospere, a influência do cristianismo na sociedade se fortaleça e surjam novas oportunidades para o avanço da Grande Comissão. Os desafios persistem, mas o tom não é de desânimo, e sim de esperança renovada e de expectativa pela missão de Deus em ação no mundo.

Há uma nova esperança no futuro da igreja em todo o mundo.

FATORES PARA O AVANÇO DA GRANDE COMISSÃO

Quando questionados sobre quais tendências terão o maior impacto positivo na Grande Comissão na próxima década, os líderes apontaram de forma consistente cinco fatores-chave: colaboração e parceria, maior foco no discipulado, uso da tecnologia digital, ministério no mercado de trabalho e engajamento dos jovens. Essas respostas refletem um desejo comum por uma unidade mais profunda, um tes-temunho mais abrangente e maior capacidade de adaptação nesta era de rápidas transformações. Juntas, apontam para a visão de uma igreja mais jovem, mais conectada e preparada para servir em todas as esferas da vida.

Há um desejo compartilhado por unidade mais profunda nesta era de rápidas transformações.

O AMBIENTE DIGITAL COMO CAMPO MISSIONÁRIO

Há um consenso quase unânime entre os líderes globais de que os ambientes digitais são hoje uma parte essencial do campo missionário: 95% deles pedem mais investimentos em iniciativas digitais voltadas à Grande Comissão. Apesar dessa convicção, muitos ainda questionam se a igreja tem representado bem Jesus nos espaços digitais, e se essas plataformas de fato contribuem para formar discípulos. A oportunidade é clara, mas ainda é um desafio para a igreja global descobrir como estar presente no ambiente digital de forma autêntica e relevante.

95% dos lideres globais pedem mais investimentos em iniciativas digitais para a Grande Comissão.

A POPULAÇÃO MAIS RICA PERMANECE NÃO ALCANÇADA

Em todas as regiões do mundo, os participantes apontaram as pessoas de alta renda como o grupo menos alcançado pela ação da igreja. Enquanto os esforços entre as populações de baixa e média renda são mais visíveis e ativos, o ministério voltado à população mais rica frequentemente fica em segundo plano. Isso revela uma lacuna importante nas estratégias missionárias atuais – lacuna que requer reflexão teológica renovada, abordagens relacionais e o engajamento intencional para alcançar aqueles que ocupam posições de influência cultural e econômica.

As pessoas de alta renda são vistas como grupo meos alcançado efetivamente pela igreja.

POUCA CONFIANÇA NA PRONTIDÃO DA IGREJA FRENTE A QUESTÕES EMERGENTES

Embora os líderes reconheçam a importância de responder aos desafios globais emergentes, muitos não se sentem preparados para fazê-lo. Questões como inteligência artificial, radicalismo político e declínio da confiança da sociedade foram apontadas como ameaças significativas à Grande Comissão, mas, em todas as regiões e setores, os entrevistados expressaram baixos níveis de confiança no preparo da igreja para enfrentá-las. Essa lacuna entre consciência e prontidão destaca a necessidade urgente de uma liderança voltada para o futuro, para o engajamento teológico e para estratégias inovadoras.

Há uma lacuna entre a conscientização sobre os desafios e a percepção de prontidão para efrentá-los.

VOZES INFLUENTES: CRIATIVOS NO OCIDENTE, PASTORES NO SUL


Quando perguntados sobre quem possui mais credibilidade e influência no compartilhamento do evangelho hoje, as respostas variaram conforme a região. Na América do Norte e em parte da Europa, os entrevistados destacaram a crescente influência de criativos cristãos – artistas, criadores narrativos e comunicadores digitais que se conectam com a cultura de maneira envolvente. Os líderes africanos e asiáticos, por outro lado, citaram os pastores como as vozes mais influentes e de maior impacto em seu contexto. Essas diferenças ilustram como as dinâmicas culturais influenciam o testemunho do evangelho, destacando a necessidade de estratégias regionais que apoiem tanto a inovação quanto a tradição.

Há uma crescente influência de cristãos, reconhecidos como vozes do evangelho que têm credibilidade.

COERÊNCIA GLOBAL EM MEIO À DIVERSIDADE LOCAL

Apesar das diferenças de contexto, há uma uniformidade marcante entre as percepções dos líderes de diferentes regiões, gerações e setores. Da fronteira digital aos obstáculos à missão, a pesquisa revela amplo consenso sobre os desafios e oportunidades mais importantes enfrentados pela igreja global. Apesar da variação nas formas de expressão, as convicções subjacentes apontam para um horizonte missionário partilhado, uma igreja cada vez mais coesa em sua visão, mesmo diante de realidades diversas.

Há uma consistência marcante entre as percepções dos líderes em todo o mundo.

Há um sentimento de esperança renovada em relação ao futuro da igreja e de sua missão.

ERCEPÇÃO SOBRE O ESTADO ATUAL DA IGREJA E O AVANÇO DO EVANGELHO 

Mesmo em um mundo em constante mudança, os líderes cristãos globais permanecem confiantes no futuro da igreja e no avanço da Grande Comissão. Ao serem questionados sobre a trajetória atual do cristianismo em seu contexto local, os entrevistados apresentaram um quadro diverso, porém revelador, caracterizado por inquietações sérias e expectativas confiantes.

De modo geral, os entrevistados indicaram que houve declínio no crescimento da igreja em comparação a cinco anos atrás. No entanto, ao projetarem os próxi-mos cinco anos, surge um claro sentimento de otimismo. A maioria acredita que a igreja conquistará maior influência e que novas oportunidades para o progresso do evangelho estão por vir.

Essa esperança orientada para o futuro não está restrita a qualquer região. Os entrevistados da África e do Sul da Ásia relataram níveis de otimismo particularmente altos, enquanto os da América do Norte e Europa mostraram-se mais moderados, porém ainda esperançosos. O contraste entre gerações é ainda mais marcante: os líderes jovens (Millenials e GenZ) sentem-se significativamente mais esperançosos do que as gerações mais velhas, sugerindo uma confiança crescente entre as vozes emergentes das missões globais. As respostas qualitativas reforçaram essa tendência. Palavras como reavivamento, renovação e oportunidade foram recorrentes, com muitos ressaltando que as crises e as mudanças culturais abriram portas para um discipulado mais profundo, o testemunho público e iniciativas criativas de evangelização.

Embora persistam desafios como secularismo, polarização e desconfiança, o sentimento global não é de desesperança. Em vez disso, os líderes visualizam um futuro próspero, não por causa das tendências culturais, mas por sua confiança na soberania de Deus e na capacidade de adaptação da igreja.

Duas questões essenciais exploradas na pesquisa Vozes Globais procuraram avaliar como os líderes cristãos percebem o momento atual da igreja no que diz respeito ao cumprimento de seu mandato global. A primeira pergunta era: “Em que grau a igreja global está avançando no cumprimento da Grande Comissão (Mt 28.18-20)?” A segunda pergunta dizia: “Na sua percepção, qual é a prioridade da Grande Comissão para a maioria dos cristãos em seu país hoje?” Embora haja amplo consenso de que a igreja está avançando em sua missão, a percepção de progresso é de cautela, não de celebração. Apenas 30% dos entrevistados expressaram forte confiança de que a igreja global está avançando “de forma significativa” no cumprimento da Grande Comissão.

Essa tensão é ainda mais reforçada pelas percepções do compromisso cristão local. Quando questionados se a Grande Comissão é uma prioridade máxima para a maioria dos cristãos em seu país, as respostas apresentaram níveis variados de convicção. Cerca de 50% dos participantes responderam que a Grande Comissão tem “baixa” ou “nenhuma” prioridade para o crente comum. Isso indica uma aparente desconexão entre o compromisso de instituições ou lideranças com a missão e o engajamento missionário diário dos cristãos comuns.

Juntas, essas descobertas desenham um quadro complexo: os líderes reconhecem o progresso, mas não na velocidade ou na profundidade desejadas. A Grande Comissão é reconhecida, porém não significativamente priorizada pela população da igreja em geral em muitos contextos. Isso indica uma potencial oportunidade estratégica: reavivar a paixão missionária na base pode ser crucial para um impacto duradouro do evangelho em escala global.

Percebe-se uma desconexão entre o compromisso institucional ou da liderança com a missão e o engajamento missional cotidiano dos cristãos.

Cristãos que colocam sua fé em prática são as vozes do evangelho com mais credibilidade.

CONFIANÇA GLOBAL
E A IGREJA

Qual é o grau de confiança do mundo no cristianismo hoje? Depende de onde você mora.

Em todas as respostas, o nível médio de confiança no cristianismo foi de 5,9 em uma escala de 10. Por outro lado, as diferenças regionais são marcantes. Na África (7,4) e no Sul da Ásia (7,1), a confiança no cristianismo continua forte, indicando que a igreja é considerada uma influência positiva na sociedade. A América Latina (6,6) e o Leste/Sudeste Asiático (5,7) apresentam níveis moderados de confiança, enquanto a América do Norte (4,5) e a Europa/Eurásia/Oceania (3,9) demonstram níveis de confiança significativamente menores, indicando o papel mais periférico da igreja na esfera pública.

Quando questionados sobre quem tem mais credibilidade e impacto na propagação do evangelho, uma resposta se sobressaiu: os cristãos comuns. Em todas as regiões, os cristãos que vivem sua fé em suas comunidades são apontados como as vozes do evangelho com mais credibilidade. Depois disso, as vozes influentes variam conforme a região.

Na América do Norte e no Leste/Sudeste Asiático, os criativos cristãos (artistas, criadores narrativos e cineastas) foram o segundo grupo mais reconhecido, refletindo a crescente influência do engajamento cultural e da comunicação narrativa digital. Na África, os pastores foram a segunda voz com maior credibilidade, depois dos cristãos comuns. Esses exemplos evidenciam que a credibilidade do evangelho hoje não está restrita à liderança formal.

Embora figuras tradicionais como pastores continuem sendo relevantes em várias regiões, novas vozes estão ganhando espaço, especialmente nos ambientes culturais e digitais. Seja por meio dos criativos cristãos no Ocidente, dos evangelistas na África, e, sobretudo, por meio do testemunho diário de fiéis comuns, a mensagem de Jesus é transmitida por aqueles que são respeitados, acessíveis e presentes na vida das pessoas. A eficácia da missão da igreja pode depender não apenas do que é dito, mas também de quem o diz e do grau de credibilidade que essa pessoa inspira.

‘95% dos líderes globais afirmam que os ambientes digitais fazem parte do campo missionário hoje.’

MISSÕES
DIGITAIS

Na igreja global, há um consenso quase unânime: o mundo digital tornou-se parte do campo missionário de Deus. Na pesquisa Vozes Globais, 95% dos líderes afirmaram que os ambientes digitais servem para ministério, evangelização e discipulado. Poucos tópicos obtiveram consenso tão amplo entre diferentes regiões, gerações e setores ministeriais. A convicção é evidente: a internet deixou de ser apenas uma ferramenta de comunicação, tornando-se um espaço autêntico onde comunidades se formam, vidas são moldadas e o evangelho pode ser anunciado.

Contudo, essa convicção convive com uma tensão significativa. Embora quase todos os participantes vejam o ambiente digital como parte do campo missionário, uma parcela muito menor acredita que a igreja esteja representando Jesus na internet de uma maneira que seja genuína e relevante. O contraste é marcante: no gráfico comparativo da nossa pesquisa, quase todos os líderes reconheceram a importância do engajamento digital, mas muito poucos concordaram que a presença digital da igreja reflete a autenticidade e a profundidade relacional de Cristo. Essa disparidade entre visão e realidade evidencia uma das maiores fronteiras para a missão nos dias de hoje.

Outra constatação relevante surge quando se analisa a prática efetiva. Na segunda representação (veja o gráfico), examinamos quantos líderes têm compartilhado sua fé ou tratado de temas espirituais na internet. Na maior parte das regiões, mais de 85% responderam afirmativamente, com a América do Norte (95%) e a África (93%) na liderança.

Os números mais baixos foram observados no Leste e Sudeste Asiático (84%), porém mesmo nessas regiões, a maioria compartilha ativamente a fé por meios digitais. Em outras palavras, embora muitos líderes sintam que a igreja, como instituição, ainda não tenha dominado seu testemunho nos ambientes digitais, eles próprios já estão explorando, arriscando e aprendendo nesses espaços.

Como disse um líder africano: “O ambiente digital é a nova praça da aldeia, onde as pessoas se reúnem, debatem, riem e aprendem. Se a igreja não estiver presente ali, também não estará presente onde a vida de fato acontece”.

O ambiente digital é a nova praça do bairro, onde as pessoas se reúnem, debatem, riem e aprendem.

Se a igreja não estiver presente ali, também não estará presente onde a vida de fato acontece.

Tais observações evidenciam a convicção de que o ministério em ambientes digitais deixou de ser opcional e tornou-se essencial para o testemunho do evangelho com credibilidade neste século.
Essas conclusões destacam tanto a urgência quanto as oportunidades existentes. Por um lado, a igreja encontra-se despreparada: questões relativas à autenticidade, profundidade do discipulado e credibilidade cultural na internet permanecem sem resposta. Por outro lado, a magnitude da participação digital – bilhões de usuários diários em diferentes plataformas – torna o alcance potencial sem precedentes na história cristã.

Os líderes não buscam apenas mais investimento em tecnologia, mas uma presença digital

teologicamente fundamentada que integre criatividade, profundidade relacional e intencionalidade no discipulado.

A dúvida, portanto, não é se a igreja estará na internet, mas de que forma estará presente nesse espaço. Estaremos presentes de maneiras que reflitam a encarnação de Cristo – pessoal, autêntica e transformadora – ou nos contentaremos com uma presença superficial que pouco deixa de impacto duradouro? Os resultados da pesquisa indicam uma igreja preparada para abraçar esse campo missionário, mas que ainda precisa de modelos, capacitação e criatividade para representar Jesus de maneiras que sejam fiéis e relevantes na era digital.

Nenhuma denominação, organização ou região é capaz de cumprir essa tarefa por conta própria.’

IMPULSIONANDO
A GRANDE COMISSÃO

Quando questionados sobre quais tendências terão maior impacto positivo no futuro da missão, os líderes globais identificaram um conjunto comum de fatores que revelam tanto esperança quanto estratégia. Por uma margem significativa, os mais citados foram colaboração e parceria. Os líderes reiteraram várias vezes que nenhuma denominação, organização ou região é capaz de cumprir a tarefa por conta própria. Antes, é a unidade entre redes, instituições e fronteiras que é considerada o motor essencial para o avanço do evangelho em escala global. Nas palavras de um entrevistado do Sul da Ásia: “A colaboração deixou de ser uma opção; é um ato de obediência”.

Logo atrás, encontram-se outros dois fatores: discipulado e inovação digital. Para muitos, a ênfase renovada no discipulado é uma correção ao evangelismo superficial e ao cristianismo cultural, um chamado para formar crentes resilientes capazes de resistir à pressão secular e de liderar outros com fidelidade. A tecnologia digital, por sua vez, é vista como um multiplicador de força: abrindo novos canais de alcance enquanto também exige novos modelos de autenticidade e presença.

Dois fatores adicionais surgiram de forma consistente: ministério no mercado de trabalho e engajamento dos jovens. Cada vez mais, o ambiente de trabalho é considerado um dos contextos mais estratégicos para o testemunho, onde a fé se expressa nas decisões cotidianas e a influência cultural é exercida de forma mais direta. O engajamento dos jovens, por sua vez, reflete a necessidade de preparar a nova geração. Líderes de várias partes do mundo discutiram a busca dos jovens por propósito, criatividade e justiça, bem como a oportunidade de direcionar essa energia para a missão de Cristo.

Essas conclusões ganham nuances com as diferenças regionais. Na América do Norte e em certas áreas da Europa,

a integração no trabalho recebeu uma classificação bastante alta, refletindo ambientes secularizados onde a credibilidade profissional é muitas vezes o primeiro elo para o testemunho do evangelho. Na África e na Ásia, a crescente influência do Sul Global foi frequentemente destacada, com os entrevistados apontando que a energia missionária, a vitalidade teológica e o crescimento da igreja estão cada vez mais centrados fora do Ocidente. A dinâmica da migração e da diáspora também recebeu destaque, principalmente na Europa e no Oriente Médio, onde os movimentos populacionais estão redesenhando o cenário missionário.

No conjunto, esses fatores apresentam a visão de uma igreja mais jovem, mais conectada e mais holística em seu testemunho. A colaboração não é somente estrutural, mas também espiritual, as ferramentas digitais promovem a profundidade nas relações, e o discipulado no mercado de trabalho confirma a vocação como missão. O convite é claro: encarar essas oportunidades não como tendências passageiras, mas como caminhos concedidos pelo Espírito para acelerar a Grande Comissão em nossa geração.

COLABORAÇÃO
E PARCERIA

“A colaboração dexou de ser uma opção; é um ato de obediência.”

“O trabalho em parceria não é mais opcional; agora é o modo de realizar a missão.”

“Precisamos de menos sobreposição e mais cooperação entre denominações e ministérios.”

DISCIPULADO

“O discipulado é o elo indispensável; sem ele, o evangelismo é superficial.”

“Nossas igrejas devem formar crentes resilitens, e não apenas convertidos.”

“A Grande Comissão só se cumpre quando as pessoas vivem em comunhão diária com Cristo.”

INOVAÇÃO
DIGITAL

“O ambiente digital é o novo campo missionário; ignorá-lo é ignorar o lugar onde as pessoas vivem.”

“Os jovens são discipulados mais pelo YouTube do que pelos pastores. A igreja precisa intervir nesse espaço.”

“A tecnologia multiplica o alcance, mas precisamos garantir que ela proporcione profundidade.”

ENGAJAMENTO
DE JOVENS

“A próxima geração não é apenas o futuro – já é hoje uma força transformadora.”

“Os jovens anseiam por um propósito; a igreja deve convidá-los para a missão, não apenas entretê-los.”

“Se não formos capazes de discipular a Geração Z, o futuro da igreja estará em risco.”

‘As maiores ameaças à Grande Comissão não são apenas as pressões externas, mas também as rupturas internas..’

OBSTÁCULOS AO
EVANGELHO

Líderes de todo o mundo estão alertando para os crescentes desafios ao testemunho do evangelho em seus contextos regionais. Quando questionados sobre os maiores desafios para o cumprimento da Grande Comissão hoje, eles apontaram não apenas a resistência cultural, mas também as profundas rupturas dentro da própria igreja. Os dois obstáculos mais frequentemente citados foram a sociedade secular e os desvios éticos de líderes cristãos. Ambos prejudicam a credibilidade do testemunho da igreja, um vem de fora, o outro de dentro.

O secularismo é visto como uma onda crescente em praticamente todas as regiões. Na Europa e na América do Norte, ele tem transformado a vida pública, colocando a fé em segundo plano e enfraquecendo a influência do cristianismo na cultura. Na Ásia e na América Latina, os líderes relataram um aumento de atitudes seculares entre jovens, impulsionado por mídias digitais e pela globalização. O resultado é um ambiente onde a fé não é totalmente rejeitada, mas frequentemente considerada irrelevante.

Os desvios éticos entre os líderes cristãos foram mencionados com igual intensidade. Os entrevistados lamentaram que escândalos de corrupção, abuso e desvios morais tenham corroído a confiança na igreja, tanto internamente quanto perante a sociedade. Os líderes reconhecem que nenhuma estratégia é capaz de superar a perda de credibilidade que ocorre quando a integridade é comprometida. Como observou um pastor africano: “Quando o pastor cai, as ovelhas se dispersam”.

Outras barreiras atravessam contextos culturais e políticos. No Ocidente, a polarização e o radicalismo político foram citados com frequência, pois a divisão ideológica se infiltrou nas igrejas e desviou a atenção da missão.

A confiança da sociedade diminuiu globalmente, levando os líderes a reconhecer que a igreja deve conquistar credibilidade relacional em cenários de desconfiança e dúvida. As divergências teológicas também foram vistas como um obstáculo, pois as disputas internas e a fragmentação obscurecem a clareza da mensagem do evangelho. As diferenças regionais acrescentam mais sutilezas. No sul da Ásia, a perseguição religiosa foi descrita como um desafio constante, com os fiéis enfrentando restrições, provocações e violência. Em regiões da África e da América Latina, a influência de religiões não cristãs foi destacada como uma força em expansão. Essas realidades locais nos lembram que os obstáculos variam e as estratégias devem ser contextuais.

No conjunto, as respostas revelam um quadro preocupante: as maiores ameaças à Grande Comissão não vêm somente de pressões externas, mas também de rupturas internas. Os líderes destacaram a urgência de reafirmar a integridade, a unidade e a clareza do evangelho. Para seguir
fielmente neste século, a igreja deve não apenas resistir às forças culturais contrárias, mas também encarnar a santidade, a humildade e a credibilidade que tornam seu testemunho digno de confiança.

  1. Desvios éticos entre líderes cristãos
  2. Influência do secularismo
  3. Declínio da confiança da sociedade
  4. Influência de religiões não cristãs
  5. Divergências teológicas no cristianismo
  1. Influência do secularismo
  2. Polarização e radicalismo político
  3. Desvios éticos entre líderes cristãos
  4. Declínio da confiança da sociedade
  5. Debates sobre gênero e sexualidade
  1. Polarização e radicalismo político
  2. Influência do secularismo
  3. Declínio da confiança da sociedade
  4. Divergências teológicas no cristianismo
  5. Desvios éticos entre líderes cristãos
  1. Influência do secularismo
  2. Desvios éticos entre líderes cristãos
  3. Declínio da confiança da sociedade
  4. Debates sobre gênero e sexualidade
  5. Polarização e radicalismo político
  1. Desvios éticos entre líderes cristãos
  2. Influência do secularismo
  3. Polarização e radicalismo político
  4. Debates sobre gênero e sexualidade
  5. Divergências teológicas no cristianismo
  1. Perseguição religiosa
  2. Desvios éticos entre líderes cristãos
  3. Influência de religiões não cristãs
  4. Divergências teológicas no cristianismo
  5. Influência do secularismo

SECULARISMO

“A cultura secular afirma que a fé é irrelevante; esta é uma das nossas maiores batalhas.”

“No meu país, a igreja não é mais contestada; é simplesmente ignorada.”

“A geração mais jovem vê o cristianismo como algo ultrapassado, moldado mais pelos meios de comunicação do que pelo evangelho.”

DESVIOS ÉTICOS DE
LÍDERES CRISTÃOS

“Quand os líderes caem, a missão perde o passo; a integridade não pode ser opcional.”

“Os escândalos causam mais danos do que a perseguição, pois vêm de dentro.”

“O mundo não acredita na nossa mensagem se nossos líderes não a praticam.”

POLARIZAÇÃO E
POLÍTICA RADICAL

“A igreja é dividida pelas mesmas políticas que fragmentam a sociedade, e isso prejudica nosso testemunho.”

“Em muitos púlpitos, a política tem falado mais alto do que o discipulado.”

“Quando refletimos ideologias políticas em vez de Cristo, perdemos credibilidade diante de ambos os lados.”

DIVERGÊNCIAS
TEOLÓGICAS

“A desunião faz mais do que impedir a cooperação; ela ofusca a própria mensagem de Cristo.”

“Quando os cristãos brigam entre si, o mundo deixa de nos ouvir.”

“Debates teológicos são importantes, mas não devem se transformar em barreiras que impedem o evangelho.”

‘A oportunidade é premente: formar uma igreja com visão global, consciência cultural e fundamento teológico sólido.’

PREPARANDO-SE PARA UM MUNDO EM TRANSFORMAÇÃO

À medida que as tendências globais transformam as sociedades a um ritmo sem precedentes, os líderes religiosos enfrentam uma realidade preocupante: a igreja não está suficientemente preparada para enfrentar muitas das forças que moldam a próxima geração. Em praticamente todos os setores, da IA às mudanças climáticas, das questões de gênero à migração, os líderes expressaram preocupação de que a igreja, em seu contexto, esteja fora de sintonia com a cultura, reagindo muitas vezes em vez de atuar de forma profética.

Três tópicos ficaram mais evidentes. Primeiro, a ascensão da vida digital, incluindo a IA, e a transformação digital mais ampla, geraram alguns dos índices de confiança mais baixos. Embora líderes de todo o mundo reconheçam a relevância das missões digitais, eles demonstram muito menos confiança na capacidade da igreja de lidar com as complexidades éticas, relacionais e teológicas que as acompanham. Em segundo lugar, a igreja enfrenta dificuldades para oferecer respostas confiáveis às questões culturais urgentes sobre gênero, identidade e saúde mental, áreas em que a sensibilidade pastoral, a clareza teológica e o testemunho público convergem.

Terceiro, embora muitos reconheçam a ascensão do Sul Global e a migração como oportunidades missionárias, a maioria sente que suas igrejas estão despreparadas para responder de maneira significativa.

As diferenças regionais revelam preocu-pações específicas. No Ocidente, a maior preocupação concentrou-se na polarização, nos debates sobre identidade e na confiança social. No Sul Global, as preocupações estavam mais distribuídas, embora ainda evidenciassem uma lacuna entre as mudanças globais e a capacidade das igrejas locais. Sob uma perspectiva geracional, líderes mais jovens costumam estar mais atentos às questões emergentes, mas também se mostram mais críticos quanto à falta de preparo da igreja.

Em síntese, os líderes notam uma crescen-te disparidade entre as questões do mundo e a prontidão da igreja para enfrentá-las. “A oportunidade é premente: formar uma igreja com visão global, consciência cultural e fundamento teológico sólido, preparada não apenas para resistir às essas transformações globais, mas para nelas exercer uma liderança profética.”

VIDA DIGITAL / AI

“A tecnologia avança mais rápido que a nossa teologia, e não estamos prontos para direcioná-la.”

“A inteligência articifical e a vida digital estão formando mais discípulos do que pastores.”

“A igreja fala sobre estar presente no ambiente digital, mas ainda não está preparada para os desafios éticos que isso envolve.”

GÊNERO, IDENTIDADE, SAÚDE MENTAL

“Não podemos silenciar sobre temas relacionados ao que implica ser humano – a próxima geração busca respostas, e a igreja não as oferece de forma clara.”

“A saúde mental não é apenas uma questão médica, mas também de discipulado.”

“Quand nossas respostas às questões de gênero são apenas combativas, perdemos credibilidade diante de quem busca verdade e inclusão.”

SUL GLOBAL & MIGRAÇÃO

“A ascenção do Sul Global é uma bênção de Deus, mas muitas igrejas ainda não estão prontas para tirar lições disso.”

“A migração é uma oportunidade missionária à nossa porta, mas a maioria das igrejas ainda não percebe.”

“O testemunho intercultural deixou de ser opcional; as nações já estão presentes aqui.”

QUESTÕES REGIONAIS/ GERACIONAIS

“No Ocidente, nossa maior barreira não é a perseguição, mas a polarização.”

“Os líderes jovens percebem melhor essas mudanças globais, mas sentem que a igreja não acompanha o ritmo.”

“A igreja local muitas vezes demora a se adaptar, mesmo com o mundo em constante mudança bem ali, do lado de fora.”

O caminho adiante exige
um compromisso renovado com as fronteiras: econômicas, geracionais ou geográficas.’

ALCANÇANDO
TODAS AS PESSOAS

À medida que a igreja global busca cumprir a Grande Comissão em um mundo que se diversifica rapidamente, os líderes alertam: muitas igrejas ainda não conseguem alcançar todas as pessoas.
Seja entre diferentes faixas de renda, gerações ou grupos marginalizados, há um sentimento generalizado de que a igreja tem dificuldade em levar seu testemunho com consistência, clareza e sensibilidade cultural. Três lacunas são as mais perceptíveis.

Primeiro, à medida que a igreja se esforça para levar o evangelho a toda a sociedade, torna-se evidente que a população mais rica é a que tem sido menos alcançada efetivamente. As igrejas relatam envolvimento ativo com comunidades de renda média e baixa, mas muito poucas se sentem confiantes em sua habilidade de alcançar os mais ricos. Essa disparidade pode refletir a complexidade de ministrar em contextos de alta renda, onde abordagens tradicionais de evangelismo e

discipulado frequentemente se revelam menos eficazes e novas estratégias ainda estão surgindo.

Em segundo lugar, as diferenças entre as gerações persistem. Muitos líderes acreditam que a igreja consegue envolver relativamente bem os adultos de meia-ida-de, mas tem dificuldades em alcançar as gerações mais jovens e mais velhas. Esse cenário revela um desafio duplo: a igreja falha em discipular a geração emergente e, simultaneamente, em honrar a sabedoria e o cuidado devidos aos mais velhos.

Em terceiro lugar, a interação com grupos sociais específicos, especialmente pessoas com deficiência, comunidades da diáspora e aqueles presentes em ambientes digitais, ainda não acompanha os esforços de evangelização mais abrangentes. Esses são precisamente os grupos que muitas vezes exigem contextualização intencional e criatividade pastoral, mas parecem ser os menos priorizados.

Em todos os grupos, uma área se destacou como a mais negligenciada: os povos não alcançados e não engajados. Apesar de décadas de ênfase na missão global, esse grupo obteve algumas das menores pontuações. Seja devido à inércia estratégica, à conscientização limitada ou às mudanças de prioridades, essa constatação demonstra uma desconexão crucial entre aspiração e implementação.

Em suma, a missão da igreja de alcançar todos os povos é guiada por grandes aspirações, mas ainda limitada pela implementação desigual. O caminho a seguir requer um compromisso renovado com as fronteiras, sejam elas econômicas, geracionais ou geográficas. Somente por meio da inclusão intencional, do discipulado contextual e da inovação ousada, a igreja pode cumprir o chamado de Apocalipse 7.9, testemunhando entre todas as tribos, línguas, povos e nações.

CONCLUSÃO

Este relatório é um ponto de partida.

A pesquisa Vozes Globais não traz respostas prontas; oferece percepções. Líderes cristãos de diferentes continentes, gerações e chamados estão discernindo o que significa ser fiel a Cristo em um mundo complexo e em constante transformação. O quadro que surge é de desafio e oportunidade: uma igreja com esperança crescente, mas ciente de suas vulnerabilidades; coesa na visão, porém diversificada nas abordagens.


Este relatório não é a palavra final, mas um ponto de partida. Convida à reflexão, ao diálogo e ao discernimento no corpo de Cristo. Ao analisarmos os resultados, precisamos também nos perguntar:

  • Como a igreja pode aproveitar essa esperança recém-descoberta para avançar em seu futuro próximo?
  • Como formar discípulos e líderes preparados para o mundo em transformação?
  • Como a igreja pode agir de forma colaborativa e eficiente em diferentes regiões e setores profissionais para promover o avanço do evangelho?
  • Como a igreja pode atuar de forma fiel e frutífera nos ambientes digitais e culturais?
  • O que será necessário para alcançar aqueles que costumam ser negligenciados: a população mais rica,os urbanos, os desconectados, etc.?

Essas não são perguntas abstratas. Estão fundamentadas nas ex-periências de mais de mil líderes que servem em 119 nações. Que suas vozes não só nos informem, mas também nos inspirem a avançar com coragem na missão de Deus para o nosso mundo em transformação.

A pesquisa Vozes Globais foi concebida para re-gistrar as percepções de líderes cristãos envolvidos de forma ativa em trabalhos missionários em diversas regiões, gerações e áreas ministeriais. O objetivo foi ouvir de forma ampla e profunda aqueles que atuam na linha de frente dos esforços da Grande Comissão, destacando temas recorrentes e nuances específicas de diferentes regiões globais.

CONCEPÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DA PESQUISA
A pesquisa incluiu perguntas quantitativas e qualitativas, em formatos variados, como múltipla escolha, abertas e escala Likert. Os tópicos abordados incluíram percepções sobre a influência cultural da igreja, prontidão para tendências emergentes, principais desafios e oportunidades e vozes influentes no testemunho do evangelho. Os participantes também foram convidados a fornecer dados demográficos para possibilitar análises comparativas por região, geração e função ministerial.

A pesquisa foi realizada digitalmente entre maio e julho de 2025, por meio de divulgação direcionada pelas redes globais do Movimento de Lausanne.

PERFIL DO ENTREVISTADO

Foram coletadas 1.030 respostas válidas de líderes em 119 países, abrangendo todas as principais regiões do mundo.

As respostas foram agrupadas em seis categorias regionais:

  • América do Norte – 223 entrevistados
  • América Latina e Caribe – 77 entrevistados
  • Europa, Eurásia e Oceania – 182 entrevistados
  • África – 226 entrevistados
  • Leste Asiático e Sudeste Asiático – 144 entrevistados
  • Sul da Ásia – 169 entrevistados

Os entrevistados também representaram diferentes gerações:

  • Baby boomers (nascidos entre 1946 e 1964) – 308 entrevistados
  • Geração X (nascidos entre 1965 e 1980) – 439 entrevistados
  • Millennials (nascidos entre 1981 e 1996) – 253 entrevistados
  • Geração Z (nascidos entre 1997 e 2012) – 22 entrevistados

E vieram de diversos setores ministeriais:

  • Ministério paraeclesiástico – 501 entrevistados
  • Líderes da igreja – 275 entrevistados
  • Mercado e local de trabalho – 120 entrevistados
  • Educadores teológicos – 108 entrevistados
  • Outros – 26 entrevistados

Em relação ao gênero, 800 participantes se identificaram como homens e 230 como mulheres.

ANÁLISE DE DADOS
Após a coleta inicial, o conjunto de dados foi avaliado para eliminar respostas duplicadas ou incompletas. Foram realizadas análises descritivas e comparativas em múltiplos recortes demográficos, especialmente por região, geração de nascimento e setor organizacional, para identificar padrões e variações. As respostas abertas foram codificadas tematicamente para destacar percepções recorrentes e particularidades regionais.

LIMITAÇÕES
Por se tratar de uma amostra não aleatória, esta pesquisa não é estatisticamente representativa da igreja global em sua totalidade. No entanto, a amplitude e diversidade dos participantes oferecem uma valiosa visão das experiências vividas e das prioridades dos líderes cristãos ativos em todo o mundo. Quando são apresen-tados percentuais, eles refletem as opiniões dessa base de participantes envolvidos.


Painel Vozes
Globais

O Painel de Vozes Globais reúne insights de líderes cristãos confiáveis de todas as regiões do mundo. Por meio de uma pesquisa global, ele ajuda a identificar onde a Igreja está prosperando, onde ainda existem lacunas e como podemos colaborar de forma mais eficaz para promover o evangelho juntos.

Série LIGHT (Lausanne Insights for Global Horizons and Trends)

A série LIGHT (Lausanne Insights for Global Horizons and Trends) é uma iniciativa do Movimento Lausanne que existe para trazer clareza, discernimento e análise missiológica às tendências que moldam o nosso mundo.