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Os cuidados pessoais com a saúde – físicos, mentais e emocionais – ocupam grande parte de nossos pensamentos especialmente durante esses dias de pandemia. E a saúde espiritual de nossas igrejas? Quando foi a última vez que fizemos um checkup de nossas igrejas locais e regionais? Ela vem crescendo ou diminuindo? Para responder com precisão a essa pergunta, precisamos pensar e pesquisar profundamente, analisando os vários fatores do aumento ou redução. O dr. Peter Brierley é um estatístico que coleta e analisa estatísticas da igreja há mais de 50 anos. Ele nos oferece um modelo demonstrando como essa análise poderia ser feita em “Cristianismo no Reino Unido: Tendências da Igreja no século 21“.

O “relatório de saúde” de Peter mostra um crescimento negativo em algumas igrejas britânicas e positivo em outras. Aprendendo com as lições das igrejas em crescimento vemos que, por exemplo: “as igrejas pentecostais no Reino Unido cresceram exponencialmente nos últimos 20 anos, de 2.500 congregações em 2000 para 4.200 em 2020”, em parte devido ao “entusiasmo, à vontade de ajudar e servir em muitas dessas congregações centradas no evangelho”. As igrejas menores, de diáspora, incluindo igrejas asiáticas, europeias e indianas, estão crescendo e “o motivo é que simplesmente (em sua maioria) as igrejas evangélicas estão respondendo às necessidades da enxurrada de imigrantes que chegam ao Reino Unido.”

Esta abordagem de atender as necessidades dos imigrantes em nosso meio motivou quatro organizações (Beit Sar Shalom, Missionary Church, Finnish Israel Mission e Jews for Jesus) e outras a começarem a trabalhar juntas para alcançarem os israelenses em Berlim, como vemos no artigo “Alcançando israelenses em Berlim: o trabalho colaborativo na evangelização de judeus”. Os eventos organizados são concebidos “com o objetivo de oferecer um ambiente seguro em um país estrangeiro onde eles pudessem falar sobre temas profundos em sua própria língua.” Aaron Lewin, diretor da Jews for Jesus (Judeus para Jesus) da Alemanha, defende em seu artigo que a sinergia da parceria lhes permitiu alcançar muito mais pessoas do que se tivessem escolhido trabalhar sós. Reconhecendo os diversos desafios dos diferentes grupos que colaboram nesta missão, ele sugere algumas recomendações úteis para fortalecer a parceria.

O crescimento das igrejas também poderia surgir quando igrejas maiores ajudam congregações existentes, como mostram as estatísticas da Igreja do Reino Unido. Em “Igrejas crescendo em contextos hostis: o potencial da mídia e das comunidades de fé locais”, Phill Butler, conselheiro de estratégia sênior da visionSynergy: “focar no fortalecimento das comunidades de fé locais” e empoderar seus líderes são “uma força motriz importante do crescimento eclesiástico.” Este objetivo pode ser alcançado através do fortalecimento (inclusive financiamento) da mídia local e de estratégias sensíveis e efetivas no contexto local, especialmente em áreas hostis à mensagem cristã. Com este objetivo em vista, Phill destaca algumas prioridades para o conteúdo de mídia sugeridas em uma conferência regional de evangelismo no Norte da África. Uma prioridade significativa é “compartilhar histórias, relatos e testemunhos de líderes e de outras comunidade de fé que viram bênçãos reais à medida que sua comunidade de fé local se torna um elemento reprodutor do plano de Deus.”

Nesta era de cristianismo global, os líderes de países desenvolvidos são desafiados a se tornarem “líderes globais com uma mentalidade global”, escreve Mary Ho, presidente internacional da All Nations em “Quando líderes tomam chá juntos: uma análise da liderança cristã ocidental à luz das tendências globais”. Com o crescimento explosivo da igreja no hemisfério Sul vem uma forte ascensão de líderes de países em desenvolvimento servindo em contextos socioeconômicos e religiosos extremamente difíceis. Seus estilos de liderança também diferem dos líderes de países desenvolvidos. Se os líderes de países desenvolvidos acreditam que o futuro da igreja depende do sucesso da colaboração global, Mary argumenta que eles devem estar preparados, antes de tudo a “aprenderem com a igreja global que é predominantemente em países em desenvolvimento e no hemisfério Sul”, e “ajustarem seus estilos de liderança para serem eficazes em diferentes culturas”. Ela reconhece que é um pedido difícil, mas necessário se quisermos ‘jantar e tomar chá juntos’.

Que o perfume de nossa comunhão à mesa atraia muitos mais de fora da igreja para a mesa de comunhão do Senhor.

A Análise Global de Lausanne também está disponível em Inglês, Espanhol e Francês. Envie suas perguntas e comentários sobre esta edição para [email protected]. A próxima edição será lançada em novembro de 2021.

Loun Ling  Lee serve como Editora da Análise Global de Lausanne. Ela possui experiência como Professora de Missão na Redcliffe College (Reino Unido), Diretora de Treinamento da AsiaCMS (Malásia), Diretora da MSI Professional Services (Malásia), Mobilizadora de missões com a OMF e Pastora na Grace Singapore Chinese Church (Cingapura).

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